A fabricante já implementou projetos, que usam a fibra tanto no backbone como na rede de acesso, para conectar prédios, escolas e postos de saúde.
Motivada pela demanda das elétricas, que estão investindo na construção de novas linhas de transmissão, e no Plano Nacional de Banda Larga, a Furukawa pretende ampliar sua produção no Brasil e iniciar, ainda este ano, o desenvolvimento de novos produtos. Parte dos R$ 20 milhões que serão investidos na fábrica de Curitiba, Paraná, é para a produção local dos cabos OPGW (Optical Ground Wire) para as redes de longa distância. Outra novidade é a produção local de uma família de cabos para FTTx de baixo atrito. As novidades virão de encontro com a nova vertical que começa a ganhar folego na Furukawa, a de cidades digitais. A companhia já implementou projetos de cidades digitais, baseados no uso de fibras ópticas tanto no backbone quanto no acesso nas cidades de Inadaiatuba, São Bernardo do Campos e Amparo, todas no Estado de São Paulo.
De acordo com o presidente da Furukawa, Foad Shaikhzadeh, os cabos de baixo atrito são produzidos hoje no Japão e foram desenvolvidos a partir de um desenho da operadora NTT, que já tem 19 milhões de assinantes do serviço FTTH. A Furukawa é licenciada pela NTT para produzir o cabo e já licenciou o produto na Anatel. Chamado de cabo guia, é bastante fino e transporta a fibra, que pode ser levada para dentro do prédio através do conduíte. “Planejamos iniciar a produção local desse produto no segundo semestre deste ano”, diz Foad. A produção dos cabos OPGW está prevista mais para o final do ano e atenderá, segundo ele, a demanda das elétricas, que estão expandindo suas redes de transmissão e começam a firmar os acordos com a Telebrás para compartilhamento da rede de fibras para implementação do PNBL. “O crescimento das parcerias entre o governo e as operadoras de energia está nos motivando à produção local deste cabo”, comenta Foad.
Cidades digitais
As cidades de São Bernardo do Campo, Indaiatuba e Amparo já implementaram suas cidades digitais usando a fibra tanto no backbone quanto no acesso. Segundo Nelson Saito, gerente da área de FTTx da Furukawa, o backbone é construído com fibra Gigabit Ethernet, com capacidade de transmissão de 10 Giga, e o acesso com GigaPon (Gigabit Passive Optical), que conecta prédios públicos, escolas, postos de saúde e outros prédios administrativos com capacidade de transmissão de 1 Giga. “Já há uma tendência no mercado, e um consenso, que o uso da fibra é uma solução melhor do que a combinação do backbone óptico com uma rede complementar wireless”, assegura Saito, complementando que o custo de implantação também oferece vantagens.
“O custo efetivo de uma rede 100% em fibra é mais competitivo do que uma rede híbrida, com tecnologia WiMax”, afirma. Além da conexão em alta velocidade, a rede 100% em fibra amplia o leque de serviços de governo eletrônico, destaca Saito, que dá como exemplo as câmeras de segurança de alta definição, que consomem muita banda, e por isso têm limitações numa rede wireless. “Com a alta definição, oferece melhor qualidade de imagens e permite novas aplicações como o controle de semáforos e sistemas inteligentes para controle do tráfego de veículos”, conclui.