A arquitetura e-Ping define os padrões para e-Gov, com a interoperabilidade de dados.
Uma maior participação dos governos estaduais, por meio de suas empresas de processamento de dados, na construção da arquitetura e-Ping – Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico – foi uma das decisões tomadas pelas empresas associadas da Abep (Associação Brasileira das Empresas Estaduais de TIC). Em reunião realizada na última sexta-feira (8), em São Paulo, os dirigentes da entidade e das empresas associadas aprovaram um plano de ação que inclui, além do e-Ping, temas relacionados a crimes de internet, aos eventos esportivos e ao Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
"Definimos um conjunto de ações, pois queremos aumentar nossa participação nas dicussões do PNBL e ampliar a participação dos estados no e-Ping", informou Joaquim Costa, presidente da ATI de Pernambuco e do Conselho da Abep. Alguns estados têm redes de fibra óptica e a intenção é integrar essas redes à rede da Telebrás. Por outro lado, a questão da segurança e dos crimes de internet é um assunto de interesse comum dos estados.
"Hoje, existem estados totalmente alinhados com a arquitetura e-Ping, caso por exemplo do Paraná e do Rio Grande do Sul; mas há outros que não tem nenhum alinhamento", informa Dayse Vianna, analista de sistemas da Proderj (Rio) e representante da Abep na coordenação da e-Ping.
Segmentos da e-Ping
A arquitetura e-Ping define as políticas e especificações técnicas que regulamentam a utilização da Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC) no governo federal, estabelecendo as condições de interação com os demais poderes e esferas de governo e com a sociedade em geral. Segundo Dayse, nos últimos anos, houve avanços nos trabalhos da e-Ping, que deve dar um salto ainda maior com a adoção de dados abertos, tendência que já vem sendo seguida por alguns estados como Santa Catarina, que regulamentou o tema. "Os avanços foram tanto nos trabalhos técnicos, quanto em relação aos padrões de interoperabilidade para governo eletrônico", diz Dayse.
O projeto e-Ping, que teve início na Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI), ligada ao Ministério do Planejamento, ainda na gestão de Rogério Santanna, hoje é coordenado também pelo Instituto Nacional de Tecnologia da Informação, da Presidência da República; e pelo Serpro, empresa ligada ao Ministério da Fazenda.
A construção da arquitetura está dividida em cinco segmentos: interconexão (trata de questões relacionadas à acessos, caixa postal, segurança); meios de acesso (trata da entrada de dados para acesso a uma informação no portal, ou seja, a interface das aplicações, TV digital, PDAs, etc.); organização e intercâmbio de informações (catálogo de dados, modelo, padrão metadados); e áreas de integração para e-gov (trabalha a parte de processos - BPM).
Mais informações sobre os padrões de interoperabilidade no endereço:
www.eping.e.gov.br . (Da redação)