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Testes da PM de São Paulo na LTE alcançam velocidade de 60 Mbps PDF Imprimir E-mail
Por Fatima Fonseca   
Sex, 27 de Janeiro de 2012 16:36

Com a rede 4G, a PM quer integrar os serviços de segurança a outros como bombeiros, ambulâncias, escolas e ônibus escolares.

Nas rondas diárias feitas pela Polícia Militar em São Paulo, os serviços vão além do  atendimento de uma ocorrência. Ao passar por uma rua e detectar lixo acumulado ou uma lombada irregular, que podem colocar em risco os cidadãos ou facilitar ações, como um assalto, os policiais fotografam aquele cenário e enviam as imagens, da viatura, para o centro de processamento da PM, em São Paulo, onde a informação é processada e enviada para a subprefeitura da região, apontando o problema. Se este não é resolvido em tempo hábil, a mesma imagem é enviada para o gabinete do prefeito. Isso é possível porque, com o uso de tecnologia e de sistemas automatizados, a Polícia Militar tem adotado um novo conceito de segurança, com foco na pró-atividade. Com 12 mil, de suas 17 mil viaturas, já dotadas de um tablet, a PM paulista caminha para a construção de uma rede proprietária, onde sonha em integrar novos serviços como bombeiros, ambulâncias, escolas e ônibus escolares.

Para isso, a Polícia Militar de São Paulo negocia com a Anatel a destinação de 20 MHz (em dois blocos de 10 MHz cada) da faixa de 700 MHz para construção de uma rede sem fio em quarta geração (4G) na tecnologia LTE (Long Term Evolution) para segurança pública. O modelo foi testado durante oito meses, a partir de maio de 2011,  em parceria com a Alcatel-Lucent que forneceu os equipamentos de infraestrutura, incluindo o core da rede, as estações radio base, os enlaces de microondas, os terminais e o servidor de aplicações, num investimento de US$ 2 milhões. Foram instaladas também câmeras de monitoramento em vias públicas, numa escola em Santo André (região metropolitana), e nas viaturas, com solução fim a fim na tecnologia IP, tudo integrado ao centro da PM na capital paulista.

O desempenho da rede foi comparado a uma rede fixa, com VDSL2, com a transmissão atingindo 60 Mbps, numa tecnologia com capacidade de chegar a 100 Mbps. "A LTE é uma tecnologia importante para a transferência de imagem na área de segurança", avalia o coronel da PM, Alfredo Deak Júnior, diretor de tecnologia da corporação. A transmissão de imagem é importante para levar conhecimento para os policiais que estão em campo e que, com informações sobre a comunidade ou o incidente ocorrido, podem tomar medidas pró-ativas, explicou. "O servidor de aplicações recebe as imagens, processa e envia para a viatura, ajudando o policial a tomar uma decisão e ter uma ação pró-ativa", enfatiza o coronel Deak.

Para mostrar a importância da tecnologia no processamento e na transmissão das informações, Deak quantifica a PM em números: são 100 mil policiais, 17 mil viaturas, 23 helicópteros, dois navios e 600 lanchas. Os números 190 e 193 atendem 180 mil ligações por dia, vindas dos 645 municípios do Estado cobertos pela corporação. "Sem tecnologia para gerenciarmos de todo esse contingente não é possível dar uma resposta rápida para toda essa demanda", comenta.

O diretor de tecnologia da PM tem expectativa que ainda este ano a Anatel libere a faixa - ele pediu os dois blocos na faixa mais alta, próxima a de 800 MHz -, independente do leilão para realocação da faixa de 700 MHz, programado para 2016, quando essa faixa será liberada pela radiodifusão com o fim da transmissão analógica.

Com um orçamento de R$ 180 milhões para investir em TIC este ano, um dos projetos da PM é ampliar a comunicação de voz. Toda a rede de rádio ainda opera em UHF, com um total de 60 canais, e está migrando para a VHF em 800 MHz, ampliando para 360 canais. "Ainda é muito pouco para o contingente de policiais. Com a faixa de 700 MHz teríamos voz e dados no mesmo espectro", argumenta.

Caso a Anatel libere a faixa, os investimentos da PM para colocar a rede 4G em operação na cidade de São Paulo e na região metropolitana estão estimados em R$ 100 milhões.


 

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