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O sistema, usado pela Secretaria de Saúde da cidade do Rio de Janeiro, também controla o estoque e envia SMS para os pacientes cadastrados.
A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro vem promovendo um amplo projeto de modernização da Rio Farmes para facilitar o atendimento dos pacientes inscritos no Programa de Medicamentos Excepcionais, criado em 1993 pelo Ministério da Saúde para a entrega gratuita de medicamentos excepcionais distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Esses medicamentos são, geralmente, de alto custo e uso contínuo no tratamento de doenças crônicas e raras, e dispensados em farmácias específicas para este fim. Por representarem custo elevado, sua dispensação obedece a regras e critérios específicos. No novo modelo de dispensação implementado desde a inauguração da Rio Farmes, em setembro de 2010, várias ferramentas foram colocadas em prática, principalmente para controle dos níveis de estoque dos medicamentos e para controle da lista de pacientes, evitando dispensações em duplicidade. As principais soluções utilizadas para esses fins são os Sistemas SIGME (Sistema de Gerenciamento de Medicamentos Especializados) e o STOK (Sistema de Gerenciamento do Estoque de Medicamentos).
Além destes, é utilizado também o Sistema de Chamada de Pacientes, que permite realizar, nos salões de atendimento, o chamado do paciente ao guichê por meio de sistema informatizado com sintetizador de voz. O banco de dados de pacientes do Sistema SIGME é integrado a um sistema de envio de mensagens de texto SMS aos usuários, cujos números de celular estejam cadastrados no sistema, informando 48 horas antes da dispensação, a data e hora previstas para tal, bem como um eventual desabastecimento de medicamentos e chegada de medicamento em falta para dispensação. O fluxo de atendimento atual da Rio Farmes segue o agendamento por data e hora. Desta forma, o paciente que se esquecer dos dados de seu agendamento, pode consultar a data e hora de seu atendimento ligando para a farmácia, ou, na impossibilidade de comparecer na data agendada, pode solicitar alteração da data, o que é feito por meio de recurso informatizado integrado ao Sistema SIGME.
A Rio Farmes também emprega o sistema SAC, para definição e controle dos números de prontuários de pacientes, agilizando a localização das pastas prontuários no momento do atendimento. A farmácia dispõe ainda de dezenas de câmeras de vídeo que controlam todo o movimento da farmácia, não sendo possível sair de um ambiente para outro sem registro monitorado, o que assegura segurança para pacientes e funcionários. As áreas internas da farmácia têm controle de acesso biométrico de funcionários, em especial as áreas de estoque, permitindo relatório de presença por data e horário.
Segundo Flávio Souza da Rocha, diretor administrativo da Rio Farmes, este conjunto de soluções permite o controle em tempo real de quais medicamentos estão sendo dispensados e para quem; qual o saldo disponível em estoque de cada medicamento, e dessa forma, há como saber com precisão quais medicamentos devem ser solicitados para reposição de estoque. Ele destaca ainda a economia de recursos públicos, com a aquisições de medicamentos de forma mais precisa, evitando-se a compra em demasia de medicamentos que pudessem exceder o período de validade, e a compra em quantidades inferiores ao necessário, o que acarretaria interrupção do tratamento dos pacientes.
“Temos como saber quais os pacientes com atendimento previsto para cada dia do mês. E há como rastrear todo o histórico de dispensação de cada um de nossos pacientes. O atendimento é mais humanizado e rápido, uma vez que, além de um ambiente mais confortável, com banheiro, água gelada, lugares para sentar e televisão (nada disso existia na antiga farmácia), o paciente é chamado pelo próprio nome para atendimento. Sem falar na possibilidade de elaboração de estatísticas diversas relacionando pacientes, medicamentos, quantidades, datas, horários, bairros, cidades, municípios”, comenta.
O próximo passo será a digitalização e automação dos processos de prescrição pelos médicos. Hoje os controles ainda são manuais, cada usuário tem sua pasta com informações sobre o medicamento que utiliza e os formulários do médico em papel. “No cenário atual há a impossibilidade de exigência de que todos os hospitais, clínicas, postos de saúde e consultórios particulares utilizem uma ferramenta online para elaboração dos laudos de solicitação de medicamentos especializados por limitação tecnológica de muitos destes", obversa Rocha. "E não somente deles, pois a dispensação do componente especializado também é realizada em muitos polos municipais do interior do Estado do Rio, onde não há computadores e ou links de internet", acrescenta. Rocha cita ainda a obrigatoriedade de avaliação dos dados cadastrais, incluindo exames médicos dos pacientes pela equipe de análise técnica da coordenação do componente especializado da assistência farmacêutica da Secretaria de Saúde, composta por médicos e farmacêuticos, bem como a guarda deste acervo por cerca de 20 anos para fins de auditoria por parte do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS) do Ministério da Saúde. “Por este motivo, atualmente nenhum dos estados da federação conseguiu implementar um modelo que dispense o manuseio do formulário e exames em papel, embora este seja um ideal que a todos interessa muito”, observa.
* especial para a Wireless Mundi
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