Aplicações
Serviços multimídia no radar da segurança pública
Na base dos sistemas e aplicações, o conceito mais amplo de segurança, com ações integradas e preventivas. O acesso a bases de dados, também integradas, fecha o ciclo.
Por Carmen Lúcia Nery
Fotos Divulgação

O Brasil ainda não atingiu o estado da arte da tecnologia em relação ao que há em cidades como Nova York e Londres, as mais avançadas do mundo em segurança pública, mas tem feito progressos. Ainda faltam recursos e soluções sofisticadas, mas, na outra ponta, sobram aplicações inovadoras. Principalmente, o país começa a se destacar em sistemas que integram as forças de segurança, o que nem sempre está presente nas soluções globais.
Nas rondas diárias feitas pela Polícia Militar em São Paulo, os serviços vão além do atendimento de uma ocorrência. Ao passar por uma rua e detectar lixo acumulado ou uma lombada irregular, que podem colocar em risco os cidadãos ou facilitar ações de bandidos, como um assalto, os policiais fotografam aquele cenário e enviam as imagens, direto da viatura, para o centro de processamento da PM, em São Paulo. Lá, a informação é processada e enviada para a subprefeitura da região, apontando o problema. Isso é possível porque, com o uso de tecnologia e de sistemas automatizados, a Polícia Militar tem adotado um novo conceito de segurança, com foco na pró-atividade. Com 12 mil, de suas 17 mil viaturas, já dotadas de um tablet, a PM paulista caminha para a construção de uma rede proprietária, onde sonha em integrar novos serviços como os relacionados a bombeiros, ambulâncias, escolas e até ônibus escolares.
Para isso, negocia com a Anatel a destinação de 20 MHz (em dois blocos de 10 MHz cada) da faixa de 700 MHz para construção de uma rede sem fio de quarta geração da telefonia móvel (4G) na tecnologia LTE (Long Term Evolution) para segurança pública. O modelo foi testado durante oito meses, a partir de maio de 2011, em parceria com a Alcatel-Lucent que forneceu os equipamentos de infraestrutura, incluindo o centro da rede, as estações radiobase, os enlaces de microondas, os terminais e o servidor de aplicações, num investimento de US$ 2 milhões.
O desempenho da rede 4G foi comparado a uma rede fixa, com a transmissão atingindo 60 Mbps, numa tecnologia com capacidade de chegar a 100 Mbps. "A LTE é uma tecnologia importante para a transferência de imagem na área de segurança", avalia o coronel da PM, Alfredo Deak Júnior, diretor de tecnologia da corporação. A transmissão de imagem é importante para levar conhecimento para os policiais que estão em campo e que, com informações sobre a comunidade ou o incidente ocorrido, podem tomar medidas próativas,
explicou. "O servidor de aplicações recebe as imagens, processa e envia para a viatura, ajudando o policial a tomar uma decisão e ter uma ação pró-ativa", enfatiza o coronel Deak.
Redes mais robustas
As possibilidades das aplicações multimídia estão no radar dos gestores da área de segurança pública de todas as esferas de governo, que vêm se interessando por tecnologias de rede mais robustas. Além da PM de São Paulo, o Exército também conduz um piloto de próxima geração, por meio de uma rede LTE em Brasília, DF. A iniciativa, que conta com investimentos da Motorola de US$ 2 milhões, tem o objetivo de apresentar as alternativas para melhorar a estrutura de segurança no país por meio de uma rede de banda larga móvel, que opera na faixa de frequência de 700 MHz.
O comandante do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), general Antonino dos Santos Guerra, programava iniciar o teste em fevereiro, com a instalação de duas repetidoras no CCOMGEX e no Centro de Comando e Controle do Exército, próximo a Esplanada dos Ministérios. A rede poderá ser utilizada por outros órgãos de segurança da capital federal. As soluções interoperam voz e dados de missão crítica, além de habilitar serviços de multimídia em banda larga e aplicativos. O projeto inclui equipamentos de bordo em uma viatura do Exército e em um carro civil, e dispositivos móveis para o pessoal de campo. “Toda a aplicação é baseada em imagens, que é o que falta em segurança pública. Os veículos são dotados de câmeras e enviarão imagens e informações para o Centro de Comando e Controle do Exército, que também recebe imagens de câmeras espalhadas pela cidade”, explica o general Guerra.
Joeval Martins, gerente sênior de desenvolvimento de negócios da Motorola, lembra que o uso de redes LTE na frequência de 700 MHz para a segurança pública vem sendo defendido e aplicado em diversos países da Europa e nos Estados Unidos. Esta é considerada a melhor alternativa por conta da alta disponibilidade para suportar as diversas aplicações que englobam voz, dados e vídeos. “Se o sistema se mostrar robusto para situações de grande intensidade, nossa ideia é adotá-lo para os eventos esportivos de 2014 e 2016 e será um importante legado para as cidades”, diz o general Guerra. A mesma expectativa tem o coronel Deak, que reivindica na Anatel a liberação da faixa ainda este ano. Com um orçamento de R$ 180 milhões para investir em TIC em 2012, um dos projetos da PM é a ampliar a comunicação de voz. Toda a rede de rádio ainda opera em UHF, com um total de 60 canais, e está migrando para a VHF em 800 MHz, ampliando para 360 canais. "Ainda é muito pouco para o contingente de policiais. Com a faixa de 700 MHz teríamos voz e dados no mesmo espectro", argumenta o coronel Deak. Afinal, são 100 mil policiais, 17 mil viaturas, 23 helicópteros, dois navios e 600 lanchas. Os números 190 e 193 atendem 180 mil ligações por dia, vindas dos 645 municípios do estado cobertos pela corporação. "Sem tecnologia para gerenciarmos todo esse contingente não é possível dar uma resposta rápida para toda essa demanda", comenta.
Integração com inteligência
Independente do piloto na tecnologia LTE, o Exército conduz uma série de outros projetos na área de segurança pública. Hoje, a corporação já utiliza nas operações mais complexas, seja nos centros urbanos ou nas localidades remotas, um sistema de trunking fornecido pela Motorola, específico para este tipo de operação. Um exemplo foi a ocupação do Morro do Alemão, no Rio de Janeiro. “Usamos um sistema P-25 que requer poucas repetidoras e inclui cinco canais em cada uma, portanto, adequado para ambientes sem infraestrutura”, exemplifica o general Guerra.
O Exército também acaba de investir R$ 6 milhões para a contratação de um sistema de guerra cibernética, que servirá como plataforma de treinamento contra ataques para capacitar pessoas que darão a segurança adequada às redes do Exército. E prepara uma grande licitação para garantir a infraestrutura do Programa Brigada Braço Forte, destinado à segurança dos grandes eventos, calamidades, garantia da lei e da ordem e proteção ambiental. O projeto inclui de sistemas de energia para pontos críticos a um mapa cartográfico digital, que mostra onde estão as tropas por meio de GPS e sistemas de georreferenciamento que permitem visualizar a cronologia dos eventos.
Nos estados e municípios, a movimentação em torno da modernização das áreas de segurança pública também é grande. O foco tem sido a integração das diversas forças de segurança. No Amazonas, o governo está investindo R$ 230 milhões na momodernização e reestruturação da área de segurança como preparação para a Copa de 2014, incluindo novos equipamentos, armas e viaturas e, sobretudo, sistemas de informação. Na área de TIC, está sendo implantado um Centro de Comando da Secretaria de Segurança Pública, que atuará com o Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP).
Trata-se de uma solução desenvolvida pela Empresa de Processamento de Dados do Amazonas (Prodam), destinada ao ordenamento de operações integradas das Polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros do Amazonas, considerando as diretrizes do programa Ronda no Bairro. Segundo Tiago Paiva, presidente da Prodam, o sistema é responsável por gerenciar todas as informações da área de segurança pública, desde as solicitações realizadas através dos números 190 e 193 até a conclusão dos inquéritos policiais.
O sistema desenvolvido para o Amazonas vai permitir que as Polícias Civil e Militar, além do Corpo de Bombeiros, possam estar integrados e atuando em conjunto. Isso porque integra e compartilha o banco de dados referente a toda a área de segurança, como bases de dados criminais das polícias Civil e Militar, do Detran, entre outras, para que as forças e os órgãos e entidades possam ter acesso a informações estratégicas do setor. Os dados do SISP estarão disponíveis por meio de uma intranet para a transferência de informações entre o Centro Integrado de Operações (CIOPs) e as Delegacias Integradas de Polícia (DIPs). O sistema também permite o georreferenciamento e o monitoramento, em tempo real, das viaturas do Ronda no Bairro. Através do SISP, as informações de áudio e vídeo, geradas pelos equipamentos instalados nas viaturas, serão visualizadas pelo CIOPs, que terá o controle de todas as áreas envolvidas pelo programa.
No Amazonas, cada viatura é equipada com tablet, leitor biométrico para identificação do infrator e com cinco câmeras para dar maior segurança ao policial, que é acompanhado em tempo real com envio de informações por meio de conexões 3G. O CIOPs também recebe imagens de 235 câmaras espalhadas pela cidade, integradas a uma central de videomonitoramento. Os benefícios da integração podem ser comprovados pelo gerenciamento da tragédia ocorrida no Rio de Janeiro com o desabamento de três prédios na Rua 13 de Maio, no centro da cidade, no início deste ano. Agentes da Guarda Municipal que estavam próximos ao local do acidente imediatamente fizeram contato com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, que reúne todos os órgãos operacionais da prefeitura e concessionárias. A partir daí, o Centro entrou em alerta na sala de controle, mobilizando os cerca de 50 operadores, além das equipes operacionais nas ruas.
A Prefeitura do Rio mobilizou cerca de 400 agentes e dezenas de equipamentos, como guindaste e geradores. Todas as equipes da prefeitura foram acionadas a partir da notificação do acidente, em especial Saúde e Defesa Civil, Guarda Municipal, CET-Rio, Comlurb, Secretaria de Obras, Rioluz, Secretaria de Conservação e a Assistência Social, além dos Bombeiros e da Polícia Militar, que mantêm representantes 24 horas no Centro de Operações. As concessionárias de luz e gás, que também estão presentes no Centro de Operações, foram acionadas e se deslocaram rapidamente ao local.
“Todos estes órgãos agiram imediatamente. Em menos de 20 minutos, as equipes operacionais agiam para iluminar o local para os bombeiros, rebocar carros que pudessem atrapalhar o deslocamento, posicionar ambulâncias e tomar outras medidas de emergência”, conta Sávio Franco, chefe-executivo do Centro de Operações da Prefeitura do Rio. Segundo ele, o centro tem mapeado digitalmente todos os hospitais, postos de saúde, frota de reboques e as obras que, por ventura, possam obstruir vias. Estes recursos, somado às câmeras espalhadas no centro e vias de acesso, proporcionam mais rapidez à atuação.
Atendimento único
A integração também é o principal benefício do projeto conduzido pela prefeitura de Volta Redonda, que, em pouco mais de um ano, conseguiu reduzir em 74% o número de furtos e assaltos e, em 70%, o número de acidentes com vítimas. Uma das vantagens do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública, que consumiu investimentos de R$ 2,8 milhões, foi a integração de todas as formas de comunicação das forças municipais e estaduais. Não importa se o cidadão liga para o 190 (Polícia Militar), 192 (Bombeiro), ou 199 (Defesa Civil), ele será atendido por uma única central digital de ocorrência de segurança pública. Estão integradas ao sistema até forças estaduais como a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros, além da Defesa Civil Municipal.
“Todas as ligações são atendidas e gravadas e, em menos de um minuto, a ocorrência é registrada e vai para um telão de sete metros da Sala de Situação onde fica o comando de todas as forças. Lá, é tomada a decisão de quais comandos serão envolvidos no atendimento”, explica Gilberto Viana, diretor administrativo da Empresa de Processamento de Dados de Volta Redonda (EPD-VR). Todas as viaturas são rastreadas com GPS, o que permite deslocar a mais próxima do local. Também os policiais e agentes a pé contam com um sistema de rádio digital com GPS. “Temos um mapa com todo o contingente das forças de emergência que estejam se deslocando em veículos ou a pé, além do vídeo monitoramento por meio de 64 câmeras digitais”, completa. Antes da implantação da central, a Polícia Militar de Volta Redonda recebia cerca de 300 chamadas por mês. Hoje, são mais de 2 mil ligações por dia, metade das quais solicitações de ambulância. “As informações são tratadas e geoprocessadas, o que nos permite ver a incidência por região. Com isso, é possível adotar medidas preventivas. Conseguimos, por exemplo, acabar com os assaltos relâmpagos a loterias. E, nos locais e horários de ocorrência de acidentes, fazemos intervenções no trânsito pela Guarda Municipal. Com isso, o número de acidentes com vítima foi reduzido em 70%”, comemora Viana.
Outro exemplo de uso da tecnologia na comunicação pelo número de emergência 190 é um serviço da Oi, já usado pelos governos de Sergipe e do Rio de Janeiro. Um aplicativo permite o monitoramento da chamada e, quando a ligação é completada, a central de operações recebe, junto com o chamado, a informação de onde foi originada. "Com a identificação, houve uma redução no número de trotes, que é elevado. Com a localização geográfica da chamada, o sistema identifica qual a viatura mais próxima para fazer o atendimento", comenta Maurício Vergani, diretor da Oi.
Armazenar e tratar informações é outra tendência verificada no país. Em Santa Catarina, uma solução simples que substituiu o uso do fax e do e-mail em 53 agências de inteligência da Polícia Militar criou um acervo de informações, que vem sendo utilizado dentro dos conceitos de gestão do conhecimento. Por meio de um sistema de informação web (Sistema de Conhecimento da Rede de Inteligência da PM de Santa Catarina), os policiais e agentes podem se conectar, transmitir e acessar informações de onde quer que estejam como se fosse uma intranet. São informações de homicídios, assaltos e sequestros, entre outros delitos. Ao todo, foram codificados mais de cem tipos de ocorrência para a produção de conhecimento e tipificação de cada modalidade de infração, permitindo extrair estatísticas e criar cenários e tendências.
“Hoje, por exemplo, há muito arrombamento de terminais de autoatendimento bancário. Com as informações do sistema, é possível traçar uma rota e identificar o modus operandi desse tipo de quadrilha", explica Armando Quadros da Silva Neto, que desenvolveu a solução. "Quando ocorre uma prisão, é possível ver como o infrator opera e comparar com os dados estruturados do passado. Antes, essa era uma informação que não era guardada”, acrescenta Neto, que é também o coordenador geral de inteligência da Secretaria Nacional
de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
A mobilidade, no foco da indústria.
A indústria global de tecnologia da informação tem avançado nas soluções para a área de segurança pública, para um controle cada vez maior, e quase onipresente, das ocorrências, de qualquer natureza, numa grande cidade. No Brasil, a implementação das soluções mais sofisticadas ainda é lenta, mesmo levando-se em conta a urgência em se preparar as cidades que vão receber os eventos esportivos de 2014 e 2016. A razão é que a infraestrutura do país, a chamada camada de instrumentação, ainda é incipiente.
Para Augusto Carvalho, executivo de desenvolvimento de Smart Cities da IBM, a limitação brasileira está nessa camada – ela envolve câmaras digitais, sensores, radares, RFID, entre outros dispositivos de captura de informações – sobre a qual é possível desenvolver aplicações. “Sobre esses equipamentos é possível colocar inteligência, como sistemas analíticos que monitoram imagens gerando alertas a partir de eventos suspeitos pré-configurados, como um objeto abandonado", garante Carvalho. Ele dá, como exemplo, Londres, que tem dois milhões de câmaras instaladas por toda a cidade.
Na Harris, empresa com especialização na área militar e de defesa, os sistemas de videomonitoramento com tecnologia de broadcast permitem fazer reconhecimento facial mesmo em aglomerados. “Um operador consegue monitorar até seis câmeras por três horas. É preciso que haja um software que analise as imagens e gere alertas, como uma bagagem desassistida por mais de 45 segundos, um carro na direção contrária do fluxo, ou a violação de espaços restritos”, diz Eduardo Kamigaute, country manager da Harris RF Communications. No Brasil, esses sistemas de comunicação mais sofisticados ainda são raridade, mas começam a ser adotados pelo Exército e pela Marinha. Uma das soluções é o Menpack, um sistema de rádio que vai atrelado ao corpo do soldado ou policial. Outro, o STR , é um rádio de pequeno porte (ele vai ser fabricado no país) que permite enviar voz e dados por meio de uma rede wireless Mesh.
Tudo junto
Entre as soluções de prateleira, podem ser encontradas plataformas que integram não só câmeras e softwares digitais, mas também o legado das cidades, incluindo câmeras analógicas, como é o caso da plataforma de vídeo Surveillance da Cisco. Ou, ainda, um roteador para ser embarcado nas viaturas com o objetivo de criar uma rede local WiFi integrando câmera, computador de bordo e sistemas de rastreamento. “A rede local permite que os dados e imagens trafeguem na rede mais adequada, seja 3G, 4G ou satélite”,
diz Rubens Camargo, gerente de desenvolvimento de negócios de Setor Público da Cisco do Brasil.
Outra solução do mesmo fabricante é o IPIC S, uma plataforma de comunicação que integra trunking, celular e telefones. Amos Maidantchik, diretor de Setor Público da empresa, explica que a Cisco desenvolveu esta solução a partir dos ataques de 11 de setembro. “Assim que os bombeiros chegaram ao local, entraram nos prédios. Logo depois, a polícia identificou que os prédios estavam condenados e iam desabar, mas não conseguiu avisar os bombeiros porque os aparelhos eram diferentes e não se falavam”, lamenta.
Na linha da mobilidade, o mercado já oferece também soluções com tecnologia nacional. O CP qD, por exemplo, desenvolveu um gateway que permite fazer a integração de vários dispositivos de comunicação, sejam celulares, tablets, smartphones , entre outros. A área de soluções de inteligência de mercado da entidade fez uma consultoria para a Polícia Militar de São Paulo, com o objetivo de estabelecer um direcionamento estratégico para as informações. Foram mapeados dados e estatísticas criminais. “Esta solução permite a integração dessas informações com aplicações nos dispositivos móveis e acesso a outras bases, como dados estatísticos do IBGE, por exemplo", conta Débora Sanches, pesquisadora do CPqD. Outro desenvolvimento do CP qD é uma antena que viabiliza a migração de redes de banda larga sem fio para a faixa destinada à segurança pública (4,9 GHz). A solução incluirá módulo RF nos terminais de comunicação para viaturas (previsto para o primeiro semestre deste ano) e uma estação radiobase própria para redes banda larga sem fio, nas tecnologias WiMax ou LTE (Long Term Evolution).